Petrolina adotará Método Wolbachia para reduzir casos de dengue e chikungunya

 

Foi dado o primeiro passo para a implantação do Método Wolbachia, de combate à dengue, Zika e chikungunya em Petrolina. Luciano Moreira, líder do Método Wolbachia no Brasil e a equipe de Operações do WMP Brasil/ Fiocruz se reuniram com o prefeito de Petrolina (PE), Miguel Coelho para discutir o plano operacional de implementação do método no município. Representantes das secretarias de saúde do município e do estado também estiveram presentes.

Petrolina será a primeira cidade do Nordeste a receber a iniciativa. No Rio de Janeiro (RJ) e Niterói (RJ), o Método Wolbachia está implementado desde 2014 e já existem dados preliminares que apontam a redução de 70% dos casos de chikungunya. Campo Grande (MS) e Belo Horizonte (MG) também irão receber a nova metodologia Wolbachia ainda neste ano.

A previsão é que as ações de campo do programa comecem em Petrolina no próximo semestre, após instalação de uma biofábrica que está em fase de modelagem pelas equipes do Ministério da Saúde, governos estadual e municipal e do WMP Brasil/Fiocruz. "É uma grande notícia para a nossa cidade. Petrolina será a primeira cidade do Nordeste a testar esse modelo que está dando resultados muito positivos. Acreditamos que será um grande avanço para a saúde da população e coloca nossa cidade mais uma vez como referência em saúde pública", ressaltou o prefeito Miguel Coelho após a reunião. 

A iniciativa conta com o apoio do Governo Federal e do Governo do Estado de Pernambuco.

O método, segundo os pesquisadores do programa, é totalmente seguro para a população. O processo consiste em lançar na cidade mosquitos Aedes Aegypti com Wolbachia (um microorganismo que inibe o vírus da dengue, zika e chikungunya). A ideia é estimular a reprodução com os mosquitos locais para gerar uma nova população de Aedes sem o vírus. "Não existe modificação genética no Método Wolbachia. Essa é uma iniciativa sem fins lucrativos para proteger a comunidade dessas doenças. A grande vantagem é da autossustentabilidade do processo. Tem áreas no Rio, onde adotamos o método, que paramos o trabalho já há quatro anos e mais de 90% dos mosquitos contém a Wolbachia protegendo a população", explica o líder do programa, Luciano Moreira.

Antes das liberações de mosquitos com Wolbachia, serão realizadas ações de engajamento comunitário, que é uma fase em que se apresenta como o método funciona e se dialoga com a população para tirar as dúvidas. Após definição do plano operacional, agentes de saúde, professores e outros profissionais do município serão capacitados para atuar na divulgação do método.