Pesquisadora da NASA visita instalações do WMP no Brasil

Pesquisadora da NASA visita instalações do WMP no Brasil

Flávio Carvalho

O WMP no Brasil recebeu a visita de representantes do projeto GO Mosquito Challenge, desenvolvido pelo Instituto de Estratégias Ambientais Globais, da Agência Espacial Americana (NASA). Estiveram presentes a diretora da iniciativa, dra. Russanne Low, e a vice-diretora, Renée Codsi, acompanhadas da professora Inês Mauad, que desenvolve atividades do Go Mosquito Challenge na Escola Municipal Minas Gerais, localizada na Urca, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro. O objetivo da visita, realizada no dia 19 de março, foi conhecer o trabalho do WMP no Brasil.

O pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e líder do WMP no Brasil, Luciano Moreira, fez uma apresentação do método Wolbachia às convidadas, mostrando os resultados alcançados com a liberação dos Aedes aegypti que têm capacidade reduzida de transmitir doenças como dengue, Zika e chikungunya, todas as fases do programa até a liberação dos mosquitos aliados e o avanço no território carioca.

Em seguida, a dra. Russenne apresentou o projeto GO Mosquito Challenge que objetiva mapear, por meio do aplicativo GLOBE Observador e Mapeador do Habitat do Mosquito, os locais de possíveis criadouros de mosquitos transmissores de doenças, principalmente o Aedes aegypti. Um dos objetivos dessa iniciativa é compreender como a mudança das condições ambientais e eventos climáticos extremos afetam as populações desses insetos tendo em vista proteger a comunidade global de doenças transmitidas por vetores.

O GO Mosquito Challenge é parceiro do programa Global Learning and Observations to Benefit the Environment (GLOBE), uma iniciativa internacional científica e educacional. O GLOBE oferece aos estudantes e à população mundial a oportunidade de participar da coleta de dados científicos, além de contribuir para a compreensão do sistema terrestre e do meio ambiente global, utilizando as redes de cientistas, professores, estudantes e cientistas cidadãos da NASA.  

Ao final, o grupo conheceu as instalações do WMP no Brasil e viu de perto os diferentes estágios do mosquito aliado.