Países em que o World Mosquito Program (WMP) está presente no ano de 2017.
Bill Gates visita as instalações do projeto na Indonésia, em 2014. A Fundação Bill & Melinda Gates é um dos financiadores do programa. (Crédito: Fundação Bill & Melinda Gates) 
A Austrália realiza estudos em campo com liberação de Aedes aegypti com Wolbachia desde 2011
Diferentes países participam do programa 'Eliminar a Dengue: Nosso Desafio', como a Indonésia
O Vietnã também realiza trabalhos de campo com a Wolbachia
Atividade do 'Eliminar a Dengue: Nosso Desafio' na Colômbia

O Programa no mundo

O World Mosquito Program (WMP) é uma iniciativa sem fins lucrativos com o objetivo de oferecer uma alternativa sustentável e de baixo custo para as autoridades de saúde das áreas afectadas pela dengue, Zika e chikungunya sem qualquer gasto para a população.

Desde 2011, o programa testa o método em diferentes países, atuando em fases distintas em cada um deles. Na Austrália, os mosquitos que receberam a Wolbachia em laboratório têm sido liberados em localidades desde 2011 de forma sistemática. Nestes locais, uma presença de mosquitos com Wolbachia se tornou predominante após as semanas de liberação de mosquitos.

Além da Austrália, Colômbia, Índia, Indonésia, Sri Lanka, Vietnã, e como ilhas do oceano Fiji, Kiribati e Vanuatu também desenvolvem ações do programa, em diferentes etapas.

O Brasil iniciou estudos preliminares em 2012 e, em 2014, começou uma liberação de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia em duas áreas piloto: Tubiacanga, na cidade do Rio de Janeiro, e Jurujuba, em Niterói. Em 2016, o projeto "Eliminar uma Dengue: Desafio Brasil" teve o protocolo que prevê expansão das áreas de atualização aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP). Em 2017, ocorreu uma primeira liberação em larga escala, realizada em Niterói.

Com essa aprovação, uma previsão é que, de moradores de dois pequenos bairros, uma população beneficiada pelo projeto aumente para, aproximadamente, três milhões de pessoas sem Rio de Janeiro e em Niterói. O monitoramento realizado em Tubiacanga e Jurujuba mostra a população de  Aedes aegypti com Wolbachia se estabeleceu nessas localidades, o que evidencia o êxito da iniciativa.

Para conhecer o andamento dos projetos nos demais países,  clique aqui (conteúdo em inglês).