Avanço da liberação de mosquitos aliados em fevereiro de 2018.
Atividade com estudantes da Escola Municipal Anísio Teixeira, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro
Tubos contendo mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia adultos prontos para a liberação
As armadilhas de mosquito possibilitam o monitoramento da população de Aedes aegypti com Wolbachia em uma determinada localidade

O PROJETO

Somos World Mosquito Program, a iniciativa global de combate a doenças transmitidas por mosquitos

Fazemos parte do World Mosquito Program (WMP), uma iniciativa internacional sem fins lucrativos que trabalha para proteger a comunidade global de doenças transmitidas por mosquitos. Iniciado por pesquisadores australianos da Universidade de Monash, o World Mosquito Program usa um método seguro, natural e autossutentável para reduzir a ameaça de doenças transmitidas por mosquitos, como Zika, dengue e chikungunya.

Até recentemente, o WMP era conhecido como Eliminate Dengue: Our Chalenge, e os projetos desenvolvidos mundo afora seguiam essa marca. Por isso, viemos utilizando o nome Eliminar a Dengue: Desafio Brasil para definir nossas atividades, conduzidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), sediada na cidade do Rio de Janeiro.

A partir de 2018, iniciamos nossa transição para a marca World Mosquito Program. Essa mudança no nome se dá em função de manter o alinhamento com a liderança do programa mundial, que tem como premissa, por meio da colaboração e da inovação, implantar uma abordagem global com o objetivo de proteger as comunidades contra doenças transmitidas por mosquitos.

O World Mosquito Program está atualmente operando em 10 países ao redor do mundo - incluindo Austrália, Brasil, Colômbia, Indonésia, Sri Lanka, Índia, Vietnã, Kiribati, Fiji e Vanuatu. Dirigido pelo professor Scott O'Neill, o WMP reúne colaboradores científicos de todo o mundo com ampla experiência no estudo da bactéria Wolbachia, biologia e ecologia de mosquitos, epidemiologia de doenças transmitidas por Aedes aegypti, controle vetorial e educação e promoção da saúde.

Apesar da mudança na marca, nosso método continua o mesmo. Seguimos trabalhando com os mosquitos aliados: o Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia.

Eliminar a Dengue: Desafio Brasil amplia área de atuação no Rio de Janeiro

O Eliminar a Dengue: Desafio Brasil está em expansão na cidade do Rio de Janeiro. Dez bairros da Ilha do Governador serão atendidos na etapa inicial da expansão e, na sequência, toda a região será coberta. Após o trabalho na Ilha, as ações do projeto chegarão a outras regiões da cidade do Rio de Janeiro, nas zonas norte e sul. A liberação de mosquitos no município será encerrada até o final de 2018 e, ao término do processo, a expectativa é que as áreas beneficiadas pelo Eliminar a Dengue: Desafio Brasil reúnam cerca de 2,5 milhões habitantes.

As liberações de mosquito começaram em 2014, em duas áreas piloto: Tubiacanga, na Ilha do Governador, e Jurujuba, em Niterói. O Eliminar a Dengue: Desafio Brasil iniciou os estudos no Brasil em 2012.

A primeira liberação de mosquitos em larga escala foi realizada em Niterói, na região de Praia de Baía 1 (Charitas, Preventório, São Francisco e Grota) e, posteriormente, na Região Oceânica, ainda no primeiro semestre de 2017. Nos meses seguintes, o projeto se estendeu para demais regiões do município. 

O projeto

Trazido ao país pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e apoiado pelo Ministério da Saúde, o projeto 'Eliminar a Dengue: Desafio Brasil' integra a iniciativa internacional sem fins lucrativos World Mosquito Program, que estuda uma abordagem inovadora para reduzir a transmissão do vírus da dengue pelo mosquito Aedes aegypti de forma segura, natural e autossustentável.

O projeto propõe o uso de uma bactéria que existe naturalmente em mais de 60% dos insetos, chamada Wolbachia . Quando inoculada no Aedes Aegypti , ela é capaz de reduzir a transmissão da dengue, Zika e chikungunya pelo mosquito. Esta foi uma descoberta por pesquisadores do programa internacional à época denominado 'Eliminar a Dengue: Nosso Desafio' com a participação do pesquisador da Fiocruz Luciano Moreira, que lidera o projeto no Brasil.

O programa global é uma estratégia de longo prazo, se for bem sucedida, possivelmente beneficiará um número estimado de 2,5 bilhões de pessoas - ou seja, dois quintos da população mundial que, atualmente, vivem em áreas de transmissão da doença. O método pode reduzir de forma significativa a dependência em relação às medidas convencionais de controle do mosquito, como o uso de inseticidas, e será totalmente compatível com uma vacina, uma vez desenvolvida.

Assista à animação que resume como atividades do programa internacional: